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Migrantes e fantasmas: imagens e figuras de Benjamin Constant
Resumo
Após o falecimento de Benjamin Constant, em 1891, sua imagem de Fundador da República foi fabricada por parte das elites política e, sobretudo, pelos positivistas brasileiros. Essa imagem heroica materializou-se em figuras que migram de suporte para suporte, em diferentes formatos e tamanhos, do privado ao público. Este texto busca analisar os significados históricos desse processo através do mapeamento das trajetórias das figuras, suas migrações, ressignificações e limites. Defende-se a ideia de que o republicanismo positivista do final do século XIX buscou gerar um observador-cidadão, um indivíduo da crença em imagens seculares e heroicas. Para isso, instrumentalizou a imagem de Benjamin Constant, projetando-o, através de sua morte, no espaço público. Assim, suas figuras são reproduzidas e circulam na imprensa, em monumentos, nas belas artes e no museu que, até hoje, preserva seus documentos e promove sua biografia. Ao final, avalia-se a importância e os limites da retomada da discussão em torno da mobilização de imagens e figuras nacionais em tempos de crise política
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Palavras-chave
Benjamin Constant | Cultura visual | Fotografia | História | Positivismo | República
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Referência ABNT
LOPES, Marcos Felipe de Brum. Migrantes e fantasmas: imagens e figuras de Benjamin Constant. Estudos Ibero-Americanos, Porto Alegre, v. 44, n. 1, p. 76-92, jan.-abr. 2018. Disponível em: http://dx.doi.org/10.15448/1980-864X.2018.1.27713.
